27 de Agosto de 2009

Greve indefinida em VIZA pola negociaçom do convénio colectivo

@s 450 trabalhador@s de Viza, umha empresa auxiliar da automoçom dedicada à montagem de assentos para PSA Citroën e Renault, começarám umha greve indefinida o próximo 1 Setembro pola negociaçom do seu convénio que, na actualidade, se acha numha encruzilhada.

O Comité de Empresa e o patronato mantivérom até catorze reunions nestes últimos meses, onde nom se chegou a nengum acordo, e onde o patronato rejeitou por activa e por passiva as demandas laborais d@s trabalhador@s.

A direcçom empresarial persiste em manter a sua única e ridícula oferta dum convénio de quatro anos, com umha suba salarial do 1% no primeiro ano e do 0,5% os três restantes. Pola contra, a CIG anunciou que a proposta da parte sindical contempla um convénio de dous anos, um plus de quendas e unha suba no salario dum 3,5%.

Nom podemos esquecer que há uns meses, @s trabalhador@s desta empresa figérom umha serie de paros parciais para denunciar a sobre-exploraçom de 10 dos seus companheiros. Estes operários atopavam-se subcontratados e percebiam um salario 400 € por baixo do marcado no convénio em vigência.

Assim, neste vindouro mês, às portas da reabertura da negociaçom do convénio do metal da “província” de Ponte-Vedra, @s trabalhador@s de Viza começam a botar-lhe um pulso ao patronato deste sector. Neste tempo de crise é, se calhar, mais necessário do que nunca sair a rua e combater contra esses patrons responsáveis da exploraçom e a precaridade existencial da classe trabalhadora galega.

Avante a luita do metal!

Precariedade laboral nas obras do PLAN E


A hecatombe que começou no mês de Março de este ano, sob a legenda “obras de humanizaçom” já tem data de finalizaçom: Dezembro 2009. Mas só é umha trégua, por que há uns dias, Abel Caballero e Santiago Domínguez, figérom publico em quê vam gastar os 20 milhons do segundo Plan E durante o 2010.

O que se agocha trás o Plan de Estimulo da Economia e do Emprego nom é mais do que um feixe de dinheiro “doado” sem condiçom algumha aos grandes capitalistas da construçom. A pretensom de estimular a economia foi conseguida, mas nom na melhora das condiçons laborais da classe obreira galega, única vitima indiscutível desta crise, se nom a especulaçom e a precaridade laboral.

Analisando alguns dos contributos deste plano à cidade, chegamos as seguintes conclusons:

Em primeiro lugar, muitas das “humanizaçons” nom eram necessárias, e muito menos de carácter prioritário, assim o confirmam vizinhos e vizinhas de Beade e do Calvario. Em segundo lugar, os cortes de tránsito, afectam negativamente ao já danado transporte publico e popular na cidade e dificulta a posta em marcha dum programa, hoje em dia inexistente, de fomento deste transporte.

Mas o pior, e que bem a confirmar o verdadeiro carácter especulador deste Fundo de Investimento Local, som as precárias condiçons laborais em que se atopam @s 1500 trabalhador@s contratad@s de forma temporária nestas obras públicas. A CIG denunciou que os e as obreiras trabalham mais de 10 horas diárias e também os feriados, como a véspera do Dia da Pátria. Este excesso de horas pom em risco a saúde d@s trabalhadores ao aumentar o risco de sinistros ou os golpes de calor.

Pola contra, as que saem vitoriosas de este plano do governo do Estado Espanhol som COVSA, MOVEXVIAL, a UTE DRAGADOS EXCONSA e PUENTES Y CALZADA, sem esquecer que é por meio de dinheiro público, endividando à populaçom.

13 de Agosto de 2009

Militares ebrios aterrorizam populaçom na praia de Samil


16 soldados pertencentes á frota da OTAN atracada temporariamente em Vigo aproveitárom o seu tempo de lazer para, utilizando material militar, praticar deportes aquáticos na concorrida praia de Samil.

Durante horas os militares realizárom manobras perigosas em zodiacs de uso militar, pondo em risco a seguridade dos banhistas e fazendo-se donos da costa da praia viguesa, ignorando as advertências das Forças de Seguridade do Estado que, sem aplicarem excessiva força, tentárom deter aos embriagados soldados.

Assim o dia 12 de Agosto passará a história como umha das manobras mais ridículas do exército mercenário da OTAN.

28 de Maio de 2009

Resposta feminista contra o integrismo anti-abortista

A passada quarta-feira 27 de maio pola tarde, varias dezenas de mulheres concentrárom-se na Praça do Nadador para plantar-lhe cara ao grupo integrista católico "Direito à Vida". O grupo anti-abortista, fazia assim a sua ultima parada em Vigo para recolher assinaturas e repartir a sua machista propaganda.

As mulheres feministas concentradas, tivérom que suportar a agressom verbal e incluso física dos integrantes deste grupo. Mas, a repetiçom de palavras de ordem como "aborto livre e gratuito", "no meu corpo, mando eu" ou "contra o seu integrismo, luita e feminismo", foi constante, e a resposta contra esta campanha de agressom contra o direitos das mulheres, foi contundente. Ante esta demostraçom de luita feminista, o autocarro tivo que abandonar a praça umha hora antes do programado. Por outra banda, as mulheres também tivérom que suportar ao aparelho repressivo. Dous carros da policia nacional e outros dous da policia de choque despregárom-se na praça, para finalmente concluir na identificaçom das manifestantes

20 de Maio de 2009

Policia viguesa crê prioritário umha nova delegaçom antes do que um albergue público


A Polícia Local viguessa, actualmente instalada nos baixos do Consistório Municipal da Praça do Rei [Juan Carlos] considera preferente o seu traslado para o prédio de diante, o antigo Fogar Sam Paio.

Segundo as informaçons recibidas por emvigo, dito prédio ia ser destinado para um albergue público aberto 24 horas gerido pola Rede Social Galiza Sul, umha plataforma que integra vinte coletivos do ámbito social galego.

Porém, a Policia viguesa previa realizar umha mobilizaçom motorizada como informava a ediçom impresa do Faro de Vigo do 18 de maio para reclamar a utilizaçom do inmóvel como nova sede. Já em abril o mesmo jornal comentava o apoio desta iniciativa por parte do gerente de Centro Príncipe já que os agentes “ prestan un encomiable servicio a la ciudad”.

Desde emvigo criticamos a actitude tanto da Policia Local como do empresário viguês, cujos interesses querem fazer primar fronte a grave situaçom dos indigentes que moram na nossa cidade e cujos direitos fundamentais estám a ser violados dia tras dia, exigindo a apertura do prédio com o seu objectivo inicial.

29 de Abril de 2009

[CIG] 1 de Maio: por um novo modelo económico e social

A Confederaçom Intersindical Galega convoca para este Primeiro de Maio mobilizaçons em todo o país. Em Vigo sairá às 12:00 desde o cruzamento da Doblada (Gregório Espino com Urzaiz).

Desde emvigo chamamos ao Povo Trabalhador viguês a sair à rua com o sindicalismo nacional e de classe num momento em que só a mobilizaçom social e a luita obreira podem evitar que sejamos as e os de sempre quem paguemos as perdas da burguesia.

A crise capitalista que a paguem os ricos!

Colocamos aqui um fragmento da convocatória, para ver o texto completo clica aqui.

A intensidade com a que se está a desenvolver a crise do capitalismo, está provocando de jeito acelerado a destruiçom de milhares de empregos na Galiza. As empresas aproveitam a queda da actividade para impor despedimentos baratos do pessoal com contratos fixos por meio de EREs. Nom devemos esquecer as cifras do desemprego dos últimos meses, que superam já os 200.000 desempregados/as no País, a falha de cobertura das prestaçons sociais, a apresentaçom diária de expedientes de regulaçom ou a paralisaçom interessada da negociaçom dos convénios colectivos por parte do patronato.

Enquanto a CEOE e instituiçons públicas como o Banco de Espanha reclamam reformas estruturais na legislaçom laboral destinadas a recurtar os direitos dos trabalhadores/as, a diminuiçom do poder adquisitivo e recurtes nas coberturas e prestaçons sociais. A classe trabalhadora tem que achegar umha resposta contundente que obrigue a tomar medidas extraordinárias de alcance político.

O Metal sae à rua e preparam-se novas medidas de presom


A negociaçom sobre o convénio colectivo para o sector do Metal na "província" de Ponte Vedra continua bloqueada. Os patrons insistem em manter o convénio aprovado no ano passado apesar das exigências obreiras que consideram o texto esgotado e reclamam melhoras salariais e em matéria de joranada e calendário laboral. Na manhá de hoje celebrou-se umha concentraçom às portas do prédio administrativo da Junta da Galiza na Praça da Estrela onde a Comissom Negociadora informou da estagnaçom das negociaçons e da postura do patronato. Após diversas intervençons as trabalhadoras e trabalhadores tomárom as ruas da cidade conrtando o tránsito durante toda a manhá. A mobilizaçom operária supujo a parada na produçom por parte duns 5.000 trabalhadores e trabalhadoras, principalmente de empresas do naval.

Radicalizaçom do conflito


A data tope para achegar um acordo marca-se por parte dos sindicatos na próxima terça-feira 5 de Maio. A partir desse momento, se a situaçom continuar igual radicalizariam-se as medidas de pressom incluíndo a convocatória de greves periódicas e até mesmo dumha greve indefinida, acompanhadas naturalmente de mobilizaçons de massas que transladem às ruas o conflito que se está a viver nas fábricas e mesas de negociaçom.

Em qualquer caso, como é habitual nos conflitos que atingem este sector, a última palavra recairá nas assembleias obreiras que se realizem durante os próximos dias.